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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Passeri
Parvordem: Passerida
Família: Troglodytidae
 Swainson, 1831
Espécie: C. arada

Nome Científico

Cyphorhinus arada
(Hermann, 1783)

Nome em Inglês

Musician Wren


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Uirapuru-verdadeiro

O uirapuru-verdadeiro é um passeriforme da família Troglodytidae.

Também conhecido como corneta, músico, músico-da-mata, irapuru, uira-puru e uirapuru.

O uirapuru é mencionado em diversas lendas amazônicas, canções folclóricas, populares e eruditas. Entre elas, destacam-se: 1. Uirapuru interpretado por Sérgio Reis;

2. o Poema sinfônico/bailado Uirapuru de Villa-Lobos, composto em 1917. Estreou em 1935, no Teatro Colón em Buenos Aires, como parte da programação de uma viagem oficial do presidente Getúlio Vargas. A obra foi publicada em 1948 e em 1950 foi transformada em filme pelo cineasta israelense Sam Zebba. Contando a lenda do pássaro, o filme foi realizado na amazônia brasileira, junto à tribo indígena Urubu. A obra possui 4 movimentos: I - índio bonito, II - índia caçadora, III - índio feio e IV - índias. “Uirapuru” é das primeiras obras-primas de Villa-Lobos, e dá início a uma linguagem orquestral tipicamente villa-lobiana. A partitura retrata o ambiente da selva brasileira e seus habitantes naturais - os índios -, com uma impressionante riqueza de detalhes. O argumento que serviu de base para a composição desse poema sinfônico é de autoria do próprio autor, e conta a história de um pássaro (o uirapuru, que na mitologia indígena é considerado o 'deus do amor') que se transforma em um belo índio, disputado pelas índias que o encontram. Um índio ciumento, não suportando aquela adoração, flecha-o mortalmente. Ao retornar à sua condição de pássaro torna-se invisível e dele se ouve apenas o canto que desaparece no silêncio da floresta.

3. Uirapuru (das lendas amazônicas) de Waldemar Henrique;

4. Uirapuru - Francisco Mignone

Uirapuru, uirapuru Seresteiro, cantador do meu sertão Uirapuru, uirapuru Tens no canto as mágoas do meu coração

A mata inteira fica muda ao seu cantar Tudo se cala para ouvir sua canção Que vai ao céu numa sentida melodia Vai a Deus em forma triste de oração

Uirapuru, uirapuru…

Se Deus ouvisse o que te sai do coração Entenderia que é de dor sua canção E dos seus olhos tanto pranto rolaria Que daria para salvar o meu sertão

Uirapuru, uirapuru Seresteiro, cantador do meu sertão Uirapuru, uirapuru Tens no canto as mágoas do meu coração

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) kuphos = corcunda; e rhis, rhinos = nariz, bico; e de arada = nome ameríndio para esta espécie de “corruíra cantora”. ⇒ Corruíra cantora com bico curvo.

Características

Mede cerca de 12 cm.

Subespécies

Possui oito subespécies:

Alimentação

Desloca-se pulando pelo chão, junto a emaranhados de vegetação, capturando insetos também em folhas. Eventualmente segue formigas-de-correição e, às vezes, junta-se a outras espécies de uirapurus em sua busca aos insetos. Alimenta-se também de frutas.

Reprodução

Faz ninhos cobertos, onde a fêmea põe de 2 a 4 ovos brancos, que se abrem após 15 dias. Os pais se revezam na alimentação dos filhotes. Estes, depois de saírem do ninho, ainda mantêm contato com a família durante algum tempo.

Hábitos

É localmente comum no estrato inferior de florestas úmidas, principalmente na terra firme, mas também em florestas de várzea. Vive aos pares ou em pequenos grupos. É muito famoso pelo seu canto melodioso e agradável, considerado um dos mais belos da floresta. A espécie costuma cantar apenas na época de acasalamento, que é entre meados de setembro a outubro. Canta bem desenvolto apenas 15 ou 20 dias no ano por essa ocasião. No restante dos dias apenas gorjeia ou chama.

O ilustre maestro e compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos compôs, em 1917, uma sinfonia intitulada “Uirapuru”, inspirada no canto dessa ave, cuja sonoridade pode ser percebida ao longo de toda a obra musical, e especialmente nos solos de violino (4:35-5:10 min), flauta (7:28-8:23 min), oboé (12:00-12:21 min) e clarinete (16:07-16:19 min), como se observa no seguinte link (Acesso em 28 de fevereiro de 2014): http://www.youtube.com/watch?v=Wgh8CzHPKok.

Distribuição Geográfica

Presente em quase toda a Amazônia brasileira, com exceção do alto Rio Negro e da região a leste do Rio Tapajós. Encontrado também em todos os demais países amazônicos - Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

Referências

Galeria de Fotos